Nostalgia: Pacote de Jogos MegaPak 8

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Não me lembro exatamente o ano, devia ser algo entre 1999 e 2001, mas minha memória me permite ver com clareza a primeira vez que eu vi aquela caixa, num quiosque do “antigo” Shopping Iguatemi, agora Shopping Maceió.

Seu nome era MegaPak 8, e ela vinha com 10 jogos, originais, em 12 CDs, e custava algo próximo de R$ 80,00. De todos, o único que eu conhecia, e que foi responsável por boa parte de minha vontade de ter aquele pacote de jogos era o SimCity 2000. Eu enlouqueci com aquilo e pedi para meus pais. Eles disseram que não naquele momento, e tive que esperar ainda algum bom tempo até que eles finalmente comprassem… Acho que ela foi meu presente de Natal E Aniversário daquele ano (apesar dos 2 meses que separam as duas datas…).

Quando abri a caixa, além do meu conhecido e desejado SimCity 2000 (que na verdade era o Network Edition + Urban Renewal Kit), me deparei com os seguintes jogos:

CDs do MegaPak 8 que estão comigo em Recife. Os 2 cds de Cyberia 2 eu sei onde estão em Maceió. Os outros, não tenho a menor idéia...

Hoje, alguns destes CDs nem sei por onde andam. Alguns dos jogos, como o Jack Nicklaus 4, Mechwarrior 2 e o iM1A2 Abrams, eu nem dei tanta atenção, pois além de serem muito pesados para minha máquina na época (tenho quase certeza que eu ainda estava com meu Cyrix 586 120Mhz, com 16 MB de RAM, mas talvez já estivesse com o Pentium MMX 233Mhz com 32 MB…), não me agradaram muito quando eu estava com computadores mais potentes.

Os outros no entanto me trouxeram bons momentos. Screamer 2 era um ótimo jogo de corrida, meio underdog, acho que nunca vi muita gente falando sobre ele. Passei realmente muito tempo nesse jogo, e só parei quando depois de alguma atualização de OS (acho que foi quando migrei pro Windows XP) ele parou de funcionar (e eu não conhecia o DosBox…).

O Atari 2600 Action Pack servia de coleção de “jogos casuais” na época em que eu não tinha internet em casa, e vinha com os clássicos Boxing, Chopper Command, Cosmic Commuter, Crackpots, Fishing Derby, Freeway, Frostbite, Grand Prix, H.E.R.O., Kaboom!, Pitfall!, River Raid (o melhor!), Seaquest, Sky Jinks, e Spider Fighter.

Também joguei algumas vezes Return to Zork e Cyberia 2. Apesar destes jogos nunca terem conseguido prender muito minha atenção, consigo me lembrar de algumas cenas e situações que passei ao jogá-los.

Os melhores títulos do MegaPak 8, que até superaram a minha “paixão” por SimCity, foram o Broken Sword – The Shadow of the Templars, e o Jagged Alliance – Deadly Games.

Broken Sword - The Shadow of the Templars

Broken Sword - The Shadow of the Templars. Tela do início do jogo, logo após a explosão do café.

Broken Sword, um jogo de aventura, foi um grande vício que eu tive. Me ajudou muito a melhorar meu inglês, e os quebra-cabeças nem sempre triviais que o jogo oferecia me deixavam horas e horas tentando completá-lo. Confesso que de vez em quando, mesmo sabendo como completar o jogo praticamente todo decorado, ainda me aventuro um pouco no universo de George Stobbart e Nicole Collard. O principal problema deste jogo (e da maioria dos Adventure games daquela época) é o baixo replay value, já que depois de zerar uma vez, o jogo “perde a graça”, pois você sabe exatamente o caminho que deve trilhar para conseguir zerar.

Jagged Alliance – Deadly Games não sofre deste problema. Um RPG baseado em turnos (Turn-based Tactic RPG) onde você contrata mercenários para cumprir missões. A grande vantagem é que você pode fazer uma campanha longa (ou mesmo infinita), e transformar um mercenário fraco em quase um Mike (não entendeu? jogue JA-DG pra saber quem é Mike…). As missões são sempre “diferentes”, pois o computador pode gera-las a partir dos cenários que o jogo possui e que o jogador também pode criar. Enfim, esse é um jogo que me acompanha até hoje, e pra se criar uma relação de 10 anos com um jogo, ele tem q ser bom!

Uma pena que não encontrei mais relatos online de gente que comprou/tem o MegaPak 8. Até uns anos atrás eu ainda tinha o manual (super tosco, com umas traduções bizarras), vou procurar quando for pra Maceió de novo. (Edit: Agora até encontrei material sobre a coletânea online… antes, eu estava procurando por MegaPack 8… Mas agora é que percebi que não tem o “c”… mas ainda nenhum de relato de gente que comprou)

Só pra fechar, ficam algumas dicas:

  • A continuação do Jagged Alliance – Deadly Games (Jagged Alliance 2, não tão boa quanto o Deadly Games, mas bem divertido ainda) está disponível pra venda no Steam.
  • Existe um “remake” de Broken Sword – The Shadow of the Templars, seguindo a mesma história, mas com mais lugares e quebra-cabeças. Está disponível para iPhone, Nintendo DS e Nintendo Wii. O nome é Broken Sword – The Shadow of the Templars – Director’s Cut.
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Nostalgia – Disquetes e Câmera Analógica

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Dia de arrumação em casa. Meu pai me chama e pergunta: Isso ainda presta? Posso jogar fora? Quando olhei, ele falava de um balde (sim, um balde…) cheio de disquetes… Pra quem não lembra, aqueles trambolhos quadrados, de 3,5 polegadas, que armazenavam 1.44 MB, que num passado distante, quando ainda chamavam disco rígido de winchester

Salvos na última hora...

Putz… a vontade que me deu na hora foi de dizer que prestava, e tentar arrumar um lugar pra eles. Logo depois, pensei melhor e vi que se eu dissesse isso, meu pai ia confirmar com minha mãe, e ela ia mandar jogar todos no lixo sem pensar duas vezes. Desta forma, tive que selecionar aqueles que seriam salvos, escolhendo alguns que eu havia usado pra trabalhos na escola (MegaLogo, Micromundos, Super Robby anyone?), outros com os quais usei o protocolo DPC/DPL* para transferir arquivos, alguns com joguinhos que me marcaram, e no mínimo um de cada marca dos que estavam no balde.

Lembro-me que enquanto alguns disquetes não duravam uma semana (isso quando não já vinham com problema), outros duraram anos. Os StarLife, Verbattim e Dysan, no que minha memória permite que eu lembre, eram os melhores. Lembro também da época dos disquetes coloridos, que minha mãe adorava, e da invasão dos discos de marca Pengo, dos quais felizmente eu não cheguei a possuir, mas vi muita gente perder dinheiro e tempo comprando uma caixa com 10 disquetes e NENHUM funcionar (vi isso acontecer mais de uma vez… na época, os professores do colégio ainda usavam disquete consideravelmente, e quando não estava em aula, eu ficava na informática do colégio… O pessoal que trabalhava lá (Wilson e Luciano, um abraço!) chega ficava com aquela cara de “riso contido” quando alguém chegava com um disquete Pengo dizendo que não estava funcionando :)).

Por fim, consegui poupar 15 disquetes, e guardei junto a outras tranqueiras velhas com valor sentimental que possuo, como uma placa de vídeo Cirrus Logic e uma de som que nem lembro a marca. Também tenho um notebook Bondwell B200 (Notebook XT!!! Este post (em inglês) descreve bem a máquina), que liga, mas está com a tela queimada.

Yashica MF-3 Super, filme normalmente para 36 fotos. Minha Fuji A860 com o SD na imagem de baixo (2GB): ~300 fotos em 8MP...

Uns 10 minutos depois de vir com os disquetes, meu pai me chama de novo, perguntando se essa máquina da foto ao lado ainda prestava. A máquina é de minha mãe, e foi usada pela última vez faz tanto tempo, que eu nem lembro… mas meu senso de “preservação de tecnologia” não permitiu que ela fosse pro lixo também. Acabei guardando pra posteridade também.

Apesar do título do post ter “Nostalgia”, eu não sinto falta nenhuma da época em que tanto essa câmera analógica quanto os disquetes eram usados. Adoro sair na rua e tirar uma foto de uma besteira qualquer, sem me preocupar que “só vão sobrar 35 poses no filme”. Nas férias pós Imagine Cup, quando passei 5 dias em Istambul com o pessoal da Proativa e Vinícius da equipe de games, durante um passei que fiz, em quatro horas tirei 340 fotos, mais de uma por minuto… Imagina sair com 10 filmes e ficar trocando no meio da rua… Ou então transportar os 338 MB ocupados por essas fotos em disquetes. Não, obrigado. Que venha o novo!

* Para quem não conhece, DPC/DPL significa Disquete Pra cá / Disquete pra lá, protocolo muito utilizado para transferência de arquivos entre computadores na década de 1990. 😉