Embratel Giro – O fim da saga

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O pessoal que acompanhou os posts narrando meu primeiro mês usando o Giro, da Embratel (partes da “saga”: 1, 2 e 3), criou um conteúdo que ultrapassou, e muito, as poucas e breves informações que fui capaz de escrever nos posts propriamente ditos. Até agora, já foram 609 comentários nos três posts que escrevi sobre minhas experiências com o Giro, a maioria muito útil e que deve ter ajudado muitas pessoas, que viram os posts num total de quase 22 mil vezes.

Como alguns devem ter percebido, parei de comentar há alguns meses nos posts do Giro. O principal motivo disso foi que cancelei o serviço há cerca de dois meses, e já não vinha usando praticamente desde novembro do ano passado.

Desde o começo, o serviço sempre teve seus pequenos problemas, mas estes foram piorando consideravelmente. No início, era tolerável devido ao preço, e que apesar da lentidão e do nosso famoso “modo inativo”, o custo-benfício ainda era positivo.

Desde setembro de 2009 no entanto, no lugar onde moro (Cidade Universitária, Recife/PE), eu praticamente não conseguia nem conectar, principalmente durante a semana. Quando conectava, ficava a conexão “morta”, sem conseguir fazer nada. Tentei de tudo, troquei os servidores de DNS, botava o telefone em locais mais abertos, fiz promessa pra Santo Expedito, mas nada deu jeito. Como durante o fim de semana ainda vinha funcionando, continuei com o Giro, mas já procurando por alternativas.

Os fatores para eu cancelar de vez o Giro, além da baixa qualidade que o serviço vinha oferecendo nos últimos meses, foram dois: Primeiro, meu telefone (um Nokia 1508i) levou uma queda. Apesar de continuar funcionando, o visor quebrou e não consigo ver nada. Consegui um aparelho idêntico, que minha mãe tinha parado após ter cancelado seu Livre, mas não consegui transferir devido à burocracia imposta pela Embratel para realizar esta transferência. O segundo e decisivo fator foi que ao voltar das férias, o pessoal do local onde moro estava dividindo uma conexão de 8MB do Velox (obrigado por vir pra Recife e gerar concorrência, GVT 😉 ), num preço bem camarada por cabeça, e decidi entrar no bolo…Hoje estou pagando menos do que pagava no Giro e mesmo nos seus piores momentos, a conexão ainda está melhor do que os meus “melhores momentos” com o Giro.

Hoje, pelo menos para quem está no Recife, posso dizer que não recomendo o Giro. Algumas pessoas de outros lugares, como Manaus por exemplo, vem tendo boas experiências com o serviço. Quem está na dúvida, recomendo MUITO a leitura dos comentários dos outros posts, que relatam bem a experiência das pessoas com o Giro da Embratel em várias cidades do Brasil.

A saga completa:

Embratel Giro – Primeiras Impressões – Parte 1 (a escolha)

Embratel Giro – Primeiras Impressões – Parte 2 (As primeiras 24 horas)

Embratel Giro – Primeiras Impressões – parte 3 (O primeiro mês)


OpenDNS – Resolvendo problemas com o servidor DNS do seu provedor

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A Lei de Murphy é implacável… quando você mais precisa enviar aquele email importante, do nada, seu GMail não abre. Você tenta abrir google, globo.com, uol, qualquer coisa que está SEMPRE no ar, mas nada abre. Teoricamente, “a internet caiu”. Com meu Giro da Embratel, isso acontecia direto, principalmente durante a semana em horário comercial. A questão é que, se você tentar abrir algum daqueles sites pelo seu endereço IP, ele abre. E agora, qual é o problema?

A resposta para isso é o servidor DNS do seu provedor. Resumindo, este servidor converte o endereço que você conhece (que é um “apelido”), como http://www.google.com, para um número como 64.233.169.103, que é o endereço IP, o endereço “real”, pelo qual o seu computador vai conseguir entrar em contato com o google na prática (o buraco é bem mais embaixo do que isso que eu tou falando, mas não tem pra que complicar aqui. Este link leva para uma página explicando melhor o que é e como funciona DNS).

Servidores DNS mal configurados ou dimensionados podem causar sérios problemas, pois ninguém é obrigado a decorar IPs (pra isso o DNS foi criado). Infelizmente, vários provedores não oferecem servidores DNS de qualidade, o que dificulta a experiência do usuário, e muitas vezes impossibilita a navegação (novamente, usuários do Giro que o digam…).

Para resolver problemas de performance, segurança, diponibilidade e por fim melhorar a experiência do usuário, em 2005 foi lançado um serviço chamado OpenDNS. Eles oferecem um endereço IP que você irá colocar como seu servidor DNS, passando por cima do servidor de seu provedor. Quando uma requisição for feita para este “servidor”, ela será realizada na verdade por algum dos diversos servidores da rede do OpenDNS. Por possuirem vários servidores, é garantido que haverá uma resposta para a sua requisição. Apesar destes servidores estarem localizados nos EUA e na Europa, a qualidade do serviço oferecido em relação aos servidores toscos oferecidos por alguns provedores faz com que o tempo de resposta do OpenDNS seja melhor mesmo em relação à maquinas aqui no Brasil mesmo.

O melhor de tudo é o custo…  0800,  grátis, Zero. É só configurar a conexão para usar o OpenDNS e pronto. Estou usando na minha conexão do Giro, e estou conseguindo usar durante a semana em horário comercial tranquilamente, o que não vinha acontecendo há algum tempo. Em outros blogs, vi que tem gente usando ele também em conexões Velox e diminuiu a quantidade de problemas, tanto de disponibilidade como de performance.

Para configurar, siga estes links (em inglês, com as imagens das telas, bem intuitivo):

Para usuários de “discadas” em geral, ao invés de (no caso do XP) escolher “Local Area Network”, no passo 3 escolha a sua conexão.


Embratel Giro – Primeiras Impressões – parte 3 (O primeiro mês)

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Para ver a primeira parte da saga, explicando por que escolhi o Giro, clique aqui.

Para ver a segunda parte da saga, com minhas impressões do primeiro dia com o Giro, e com vários comentários de outros leitores sobre suas experiências com o Giro, clique aqui.

Após um mês usando o Giro, estou feliz com o serviço. Houveram problemas, como eu já esperava, mas na média, funcionou bem direitinho. A velocidade se manteve constante, o suficiente para uma navegação sem muita dor de cabeça em “sites normais” (leia-se email no GMail, ler notícias, fazer pesquisas, estudar… em resumo, páginas leves, com algumas imagens e sem muita frescura). Páginas com Flash, muitas imagens ou applets java (sim, eles ainda existem) exigem um pouco mais de paciência. A conexão cumpre bem o dever na hora de baixar arquivos, dado que você use algum gerenciador, para que alguma eventual queda do serviço não faça você perder algumas horas de download.

Claro, o serviço não é perfeito. Houveram alguns dias em que simplesmente a conexão parou de funcionar. Não conseguia nem conectar, e nas vezes que conectava, não abria nada. Não deu pra fazer nada, a não ser esperar. Depois de dois dias de sofrimento (durante um fim de semana… foi sofrível, tive que ir para a universidade para poder estudar por causa disso), ele voltou timidamente a funcionar… mais dois ou três dias de lentidão, e finalmente, voltou a funcionar normalmente.

Outro problema que senti, foi que ocasionalmente a conexão é estabelecida mas “fica morta”. Nos últimos dias isto aconteceu umas 5 vezes, mas em todas elas, bastou desconectar e conectar novamente, que ficou normal.Um tempo depois, percebi que a conexão estava funcionando, mas o servidor DNS não estava respondendo… fazendo um tunelamento para o servidor proxy do CIn por ssh eu conseguia usar normalmente, mas obviamente, nem todo mundo tem como (nem é obrigado a saber…) fazer tunelamento pra uma máquina com IP fixo. Uma coisa incômoda também é a temperatura do telefone, que após uma conexão longa e ativa (mais de 6 horas, baixando algum arquivo por exemplo), fica realmente muito quente.

Existem algumas dicas, nos comentários do post anterior (a segunda parte da saga), de como dar uma melhorada (pequena, mas válida) na conexão. Seguem algumas das dicas, não garanto melhoria real de performance, mas piorar não piora :):

 

  • Alterar nas propriedades do modem a velocidade da porta COM, de 115000 para 230000;
  • Usar o telefone conectado diretamente pelo cabo, sem a base;
  • Deixar o telefone em lugar aberto (pra melhorar o sinal), e evitar que ele esquente (cheguei a botar pendurado no ventilador, e observei uma redução significativa da quantidade de “paradas” (pequenas travadinhas que ele dá quando está quente, que reduz a velocidade dos downloads em andamento para 0, e depois de algum tempo volta ao normal));
  • Se a conexão estiver com frescura, muito lenta, não abrindo páginas, desconecte e tente entrar novamente. Várias vezes isso resolveu meus problemas;
  • Não descobri como “desativar o modo inativo”, mas uma boa solução é usar algo que mantenha sempre a conexão enviando algum pouquinho de tráfego.

 

Apesar de minha experiência estar sendo aceitavelmente boa, alguns leitores aqui do blog passaram por maus momentos usando o Giro. Gica chegou a cancelar (conseguiu cancelar sem ter problemas por causa da fidelidade de um ano, inclusive!), Felipe, de Olinda,  estava pensando em fazer isso também, Bruno Eugênio, de Jaboatão, chegou a considerar discada banda larga quando comparada ao Giro, e vários outros tiveram problemas intermitentes com a conexão. Ao que me parece, o serviço ainda não está maduro para o uso em todas as localidades, apesar de em alguns lugares (como na Cidade Universitária/Recife por minha experiência, em San Martin/Recife pelo que Tony Lima citou em seu comentário e onde Madu Souza mora, que ainda vou tentar saber com ela onde é 🙂 ). Isso me lembra o 3G da Claro, que no início era sofrível, parecia até que haviam lançado apenas para serem os primeiros, mas hoje é um serviço bem aceitável (por sinal, estou conectado aqui em Maceió na casa de meus pais via Claro 3G… Consegui trocar a Internet via rádio sebosa que tinha aqui pelo 3G da Claro, e estamos muito satisfeitos!). Espero que o destino do Giro da Embratel seja este também!

Uma coisa interessante, que mudou bastante da época em que contratei o Giro pra cá, é que o preço dos modems 3G baixaram consideravelmente. Quem leu a primeira parte da saga deve saber que o motivo de minha preferência do Giro sobre o 3G da Claro foi o preço do modem, que estava por R$ 400,00 para o plano de 250kbps. Agora este modem se encontra por R$ 175,00 no mesmo plano, e a mensalidade é de R$ 60,00 se não me engano. Não pretendo cancelar o Giro por enquanto, pois está me servindo bem, e o serviço de voz incluso no pequeno valor que estou pagando ainda é exatamente o que se encaixa no meu orçamento atual, além de que me incomoda o “ilimitado” da Claro que você só pode baixar 1GB, e depois disso a velocidade ser derrubada para 128kbps. Quando completar um ano, eu vejo o que faço (ainda falta um pouco menos de 10 meses).

Minha avaliação final é que, dado que você tenha paciência e não tenha a necessidade de uma conexão muito rápida, ele vale a pena pelo baixo custo comparado às outras opções. Se você precisa de algo um pouco mais rápido, e/ou não se importa de pagar aproximadamente entre R$ 30 e R$ 60 a mais por mês, além do investimento inicial do modem (R$ 175 para 250kbps e R$ 99 para 500kbps), o 3G da Claro é uma pedida mais interessante, por oferecer mais velocidade, ser um serviço mais maduro e, alguém me corrija se eu estiver errado, você pode conectar em qualquer lugar com ele (não é como o serviço “fixo” do Livre, que você tem uma certa área em que pode usar o serviço).

Abraços a todos, e boa sorte com o serviço que escolherem!


Embratel Giro – Primeiras Impressões – Parte 2 (As primeiras 24 horas)

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Para entender porque escolhi o Giro entre as outras opções que eu tinha disponíveis, clique aqui para ler a parte 1 – a escolha

Para ler a parte final de meu relato, comentando o serviço após um mês de uso, clique aqui.

Assim que cheguei em casa, abri a caixa do aparelho, peguei o notebook de minha namorada, instalei o Nokia PC Suite e fui conectar. O aparelho estava na tal base, e apesar de conectar, não deu sinal de vida. Desconfiei que era a base estava dando algum problema na conexão, retirei o aparelho da base, tentei novamente, e sucesso! Ele conectou e consegui acessar os sites que desejava. Google, Gmail, sites do CIn, todos abriram sem problemas. A velocidade não é nada demais, pra quem está acostumado com conexões rápidas, vai achar lento. Pra quem lembra da época da discada, vai achar que está voando…

Na média, consegui em downloads velocidades entre 14 e 16 KB/s,  ou seja, entre 73% e 89% da velocidade prometida, chegando a picos de 17, o que considerei muito bom. Fiz o upload de um arquivo apenas, só pra testar. Acabou enviando a um pouco menos de 7 KB/s, o que também considerei uma boa marca para esta conexão. O que eu já esperava que fosse ruim, por ser uma conexão wireless, era a latência (o tempo entre a requisição ir ao servidor e voltar, muito importante para jogos e outras aplicações de tempo real, como vídeo e voz ao vivo), fato que se provou. A latência média ficou próxima aos 550ms (para jogos, 100ms já é ruim), o que inviabiliza esta conexão para tais usos. Isto não é exatamente um problema para mim, pois quando contratei já sabia deste tipo de problemas, que ocorrerá com qualquer outra conexão wireless (se você não sabe o motivo, o melhor lugar para você entender o porque da latência alta em meios sem fio será em um bom livro de física 😉 (além de uma passadinha rápida em algum livro de redes de computadores))

Seguem alguns printscreens que tirei ao usar a conexão:

 

Download usando Giro

Download usando Giro

 

Upload usando Giro

Upload usando Giro

 

Ping usando conexão Giro

Ping usando conexão Giro

Outro problema é que nas duas máquinas em que instalei o software da Nokia, enquanto a conexão está estabelecida, o software não minimiza para a bandeja do sistema, ocupando um espaço que pode ser essencial pra quem está usando um monitor de baixa resolução (leia-se 1024×768 pra baixo).

Tirando estas duas coisas, não tenho nada a reclamar destas primeiras 24 horas… a conexão não caiu, a velocidade é aceitável e constante, o aparelho é bem acabado e consegui sinal em todos os lugares de Recife que passei neste primeiro dia (Cidade Universitária / Várzea, UFPE, Barro, Boa Vista e Recife Antigo), sinal mais forte do que o da Oi em lugares como no campus da UFPE. Claro que isto tudo é considerando o custo do serviço, que é muito baixo em relação às outras opções que citei em posts anteriores.

Se você precisa de uma conexão para atividades mais leves, como ler emails, notícias, baixar arquivos não muito grandes ou chats, esta pode ser a conexão ideal. Se você quer baixar arquivos maiores, ou usa páginas muito pesadas, pode ficar complicado, mas aí fica a seu critério analisar as outras opções e escolher a que dê um melhor custo benefício para você. Lembrando que para aplicações ao vivo, esta conexão não é recomendada por causa da latencia alta.

Resumindo, minha situação é a segunda, e eu estou satisfeito por enquanto. Quando completar um mês, escrevo a ultima parte desta série, falando sobre a experiência do primeiro mês de Giro!

Até a próxima!


Embratel Giro – Primeiras Impressões – Parte 1 (a escolha)

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Se não quiser ler minha saga para escolher o serviço Giro entre várias outras formas de conexão disponíveis, clique aqui para ler a parte 2 – As primeiras 24 horas

Se quiser logo saber o final da história, clique aqui, mas recomendo ao menos ler a parte 2 antes.

Após passar 2 meses, 28 dias e algumas horas sem internet em casa (me mudei para um apartamento), finalmente voltei a poder ler meu email de 5 em 5 minutos, como qualquer pessoa normal (…) faz. Por que tanta demora para escolher e contratar algum serviço? Quais eram as minhas opções:

  1. Velox. Serviço conhecido, ADSL, que usei muito nas pensões onde morei antes de me mudar, e não tenho muito a reclamar, no entanto, seria necessária a instalação da linha telefônica (a Telemar possui um esquema para botar Velox sem a linha, mas o custo acaba sendo muito próximo do plano Velox + Assinatura do telefone). Como eu não quero nenhuma ligação mais forte com a Telemar do que meu Oi Pré-Pago (trauma do meu fixo quando eu morava em Maceió), esta opção foi excluída. Além disso, o custo do plano mais fraco, de Assinatura do Telefone + Velox 300 acabava ficando cerca de R$ 130,00, o que inviabilizava totalmente essa opção.
  2. Internet a Cabo. O prédio já possui estrutura para acesso à CaboMais, empresa de TV a Cabo aqui em Recife. O problema mesmo foi a relação preço X velocidade, que analisei e cheguei a conclusão que não valia a pena, com os recursos (escassos…) que eu possuia.
  3. Internet Via Rádio. Foi a opção que pensei que seria escolhida inicialmente. Preços convidativos e promessas de velocidade razoável foram bem atraentes, mas precisava de mais gente no prédio para poder colocar e falar com síndico para ver a possibilidade de instalação da antena também. Minha experiência com net via rádio também não é das melhores. Na casa de meus pais em Maceió a conexão é por este meio, e além de o rádio precisar ser desligado/ligado algumas várias vezes para começar a funcionar, alguns sites que uso muito, como o GMail, possuem problemas sérios de performance e o upload é rídiculo, pra ser educado… Se o arquivo for “grande” (leia-se maior que 30KB), o upload para e só continua se você der sorte…
  4. Banda Larga 3G. Após desistir do rádio, comecei a paquerar com os 3Gs… Excluí o da TIM e o da Oi por possuírem pacotes de dados (e o plano ilimitado da TIM por cair fora de meu orçamento). Sobrou o da Claro. Cheguei a testar aqui em casa com o modem de um amigo durante uma madrugada, e funcionou incrivelmente bem, comparado com o número de reclamações que eu havia ouvido sobre o serviço. Meu sonho acabou quando soube que no plano de 250kbps que eu pretendia escolher, por R$ 50,00, o minimodem custava a modesta quantia de R$ 400,00… e ainda vem travado pra chips da Claro. Procurei em outros lugares, procurei por modems na net, Mercado Livre inclusive, mas nada interessante. Ainda adiei minha escolha até a chegada da Vivo aqui em Pernambuco, mas eles não trouxeram nada para Internet que me atraísse (os planos são similares aos da TIM), logo parti para outra.
  5. Embratel Giro. Navegando na internet no CIn, acabei descobrindo que a Embratel estava lançando este serviço para fora de São Paulo, onde ele já existia mas de outra forma. Para usá-lo, era necessário um telefone Livre da Embratel, que apesar de ser “fixo”, é um móvel usando CDMA, com preços bem acessíveis (lembram da Vésper?) e do qual não ouvi maiores reclamações (depois de cancelar a linha Telemar em Maceió, minha mãe optou por um Livre, que possui até hoje). A velocidade, 153kbps (veja bem o “3” no final :P), não é nada interessante, principalmente sendo uma conexão wireless, na qual a velocidade real provavelmente seria bem menor (vide os 3Gs…), mas o preço é EXTREMAMENTE convidativo. Na promoção Livre.com, o aparelho vem por comodato, virtualmente é gratuito (após dois anos, você pode ficar com o aparelho pagando R$ 1,00), a mensalidade dos 6 primeiros meses é R$ 39,80, passando para 44,90 depois, sendo que nestes valores estão inclusos R$ 14,90 em ligações (R$ 0,10 a menos do que eu boto de crédito no meu Oi por mês…). A tecnologia usada é 1xRTT, que de acordo com a Wikipedia em Inglês (não é a fonte mais confiável, mas dá pro gasto…) é oficialmente 3G, mas considerada por várias pessosas como 2,5G ou 2,75G. Fui num quiosque no Shopping Boa Vista com minha namorada (onde fomos muito bem atendidos), perto de meu estágio, e contratei um dos planos para testar. Se funcionar direito, contratarei outro, e um ficará para o notebook dela e outro para meu desktop (dividir 153kbps seria demais).

Após os papeis no quisque, tivemos que esperar dois dias úteis (com um fim de semana e o dia do comerciário no meio…) para a confirmação da contratação do plano. Quatro dias úteis depois, chegou nosso Nokia 1508i, com cabo para conexão via USB (o telefone serve como modem, assim como telefones 3G com modem podem ser utilizados para conectar com a Banda Larga da Claro, Tim, Oi, por mais que as atendentes digam que não 😉 ). O aparelho é bonito apesar de simples (como é típico da Nokia) e vem com uma base para não deixá-lo solto na mesa enquanto estiver conectado.

Leia o próximo post, sobre minha impressão ao usar realmente a conexão, tire suas conclusões e verifique se valeria a pena para você…