Grana Forte – Gerenciamento Financeiro

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Recentemente, tive a necessidade de fazer um certo controle financeiro de algumas atividades com um grupo de pessoas. Inicialmente, estava usando uma planilha no Excel mesmo, no entanto, ela começou a se mostrar pouco eficiente para o meu cenário, então, fui procurar alguma outra ferramenta que pudesse me auxiliar nesta atividade.

A primeira que encontrei foi o Organizze. É uma ferramenta grátis que roda online, tem uma versão que pode ser acessada em dispositivos móveis (iPhone e iPod Touch inclusos) e atende bem necessidades simples. Infelizmente, ela não atende minha maior necessidade, que é o gerenciamento de múltiplas fontes financeiras.

Para explicar melhor meu cenário: Temos 4 pessoas e uma conta bancária. É necessário saber quanto dinheiro cada pessoa tem que “não é dela”, e sim do grupo. Desta forma, na prática, cada pessoa pode ser tratada como uma conta bancária, e as despesas do grupo pagas por cada pessoa devem ser debitadas do quanto elas possuem de dinheiro do grupo, assim como o dinheiro do grupo que é repassado para a pessoa deve ser creditado em sua “conta”. Esta é uma situação suficientemente comum, e posso citar como exemplos: Comissões de formatura, empresas start-up, grupos de amigos organizando festas, entre vários outros exemplos.

O melhor programa que encontrei para atender esta minha necessidade foi o Grana Forte. Com ele, é possível fazer exatamente o gerenciamento que eu precisei para a minha situação, controlando diversas contas, podendo fazer transferências entre elas e o controle em geral.

Exemplo da Tela Principal do Grana Forte

Além de conseguir gerenciar bem as múltiplas fontes, a geração de gráficos dele é muito útil. É possível personalizar bem a geração dos gráficos de acordo com a sua necessidade. O resultado pode ser muito útil na hora de identificar onde você está gastando muito, e se possível, começar a dar um aperto naquela despesa.

Exemplo de gráfico gerado pelo Grana Forte

Uma das maiores vantagens deste software é sua simplicidade. Tudo é muito fácil de fazer, a interface é bem enxuta, sem muita firula. As principais atividades são alcançáveis através de um clique, os botões são bem identificáveis, tornando o tempo que levo para fazer o registro das movimentações no mínimo possível. Outras ferramentas que cheguei a testar, no entanto, que eram um terror: Usavam imagens no plano de fundo, deixavam uns 30 botões pequenos com ícones que não deixavam claro o que aquele botão faria quando fosse clicado e ainda exibiam informações completamente desnecessárias (pra mim, mostrar uma piada quando o programa abre é desnecessário…).

A unica característica que sinto falta no Grana Forte é um controle de contas à pagar, ou pelo menos um “lançamento programado de  transações”. Algumas coisas eu sei que vou ter que lançar, como por exemplo, uma compra parcelada… Inserir todas as parcelas como transação com a data no futuro vai interferir nos valores que eu vejo atualmente. Como isso não é uma necessidade crítica para mim, o Grana Forte é minha melhor opção… mas se existisse essa funcionalidade, pra mim seria ótimo!

O Grana Forte tem uma versão trial de 30 dias. Depois, para continuar usando, é necessário comprar a licença, no valor de R$ 39,00.


Nostalgia: Pacote de Jogos MegaPak 8

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Não me lembro exatamente o ano, devia ser algo entre 1999 e 2001, mas minha memória me permite ver com clareza a primeira vez que eu vi aquela caixa, num quiosque do “antigo” Shopping Iguatemi, agora Shopping Maceió.

Seu nome era MegaPak 8, e ela vinha com 10 jogos, originais, em 12 CDs, e custava algo próximo de R$ 80,00. De todos, o único que eu conhecia, e que foi responsável por boa parte de minha vontade de ter aquele pacote de jogos era o SimCity 2000. Eu enlouqueci com aquilo e pedi para meus pais. Eles disseram que não naquele momento, e tive que esperar ainda algum bom tempo até que eles finalmente comprassem… Acho que ela foi meu presente de Natal E Aniversário daquele ano (apesar dos 2 meses que separam as duas datas…).

Quando abri a caixa, além do meu conhecido e desejado SimCity 2000 (que na verdade era o Network Edition + Urban Renewal Kit), me deparei com os seguintes jogos:

CDs do MegaPak 8 que estão comigo em Recife. Os 2 cds de Cyberia 2 eu sei onde estão em Maceió. Os outros, não tenho a menor idéia...

Hoje, alguns destes CDs nem sei por onde andam. Alguns dos jogos, como o Jack Nicklaus 4, Mechwarrior 2 e o iM1A2 Abrams, eu nem dei tanta atenção, pois além de serem muito pesados para minha máquina na época (tenho quase certeza que eu ainda estava com meu Cyrix 586 120Mhz, com 16 MB de RAM, mas talvez já estivesse com o Pentium MMX 233Mhz com 32 MB…), não me agradaram muito quando eu estava com computadores mais potentes.

Os outros no entanto me trouxeram bons momentos. Screamer 2 era um ótimo jogo de corrida, meio underdog, acho que nunca vi muita gente falando sobre ele. Passei realmente muito tempo nesse jogo, e só parei quando depois de alguma atualização de OS (acho que foi quando migrei pro Windows XP) ele parou de funcionar (e eu não conhecia o DosBox…).

O Atari 2600 Action Pack servia de coleção de “jogos casuais” na época em que eu não tinha internet em casa, e vinha com os clássicos Boxing, Chopper Command, Cosmic Commuter, Crackpots, Fishing Derby, Freeway, Frostbite, Grand Prix, H.E.R.O., Kaboom!, Pitfall!, River Raid (o melhor!), Seaquest, Sky Jinks, e Spider Fighter.

Também joguei algumas vezes Return to Zork e Cyberia 2. Apesar destes jogos nunca terem conseguido prender muito minha atenção, consigo me lembrar de algumas cenas e situações que passei ao jogá-los.

Os melhores títulos do MegaPak 8, que até superaram a minha “paixão” por SimCity, foram o Broken Sword – The Shadow of the Templars, e o Jagged Alliance – Deadly Games.

Broken Sword - The Shadow of the Templars

Broken Sword - The Shadow of the Templars. Tela do início do jogo, logo após a explosão do café.

Broken Sword, um jogo de aventura, foi um grande vício que eu tive. Me ajudou muito a melhorar meu inglês, e os quebra-cabeças nem sempre triviais que o jogo oferecia me deixavam horas e horas tentando completá-lo. Confesso que de vez em quando, mesmo sabendo como completar o jogo praticamente todo decorado, ainda me aventuro um pouco no universo de George Stobbart e Nicole Collard. O principal problema deste jogo (e da maioria dos Adventure games daquela época) é o baixo replay value, já que depois de zerar uma vez, o jogo “perde a graça”, pois você sabe exatamente o caminho que deve trilhar para conseguir zerar.

Jagged Alliance – Deadly Games não sofre deste problema. Um RPG baseado em turnos (Turn-based Tactic RPG) onde você contrata mercenários para cumprir missões. A grande vantagem é que você pode fazer uma campanha longa (ou mesmo infinita), e transformar um mercenário fraco em quase um Mike (não entendeu? jogue JA-DG pra saber quem é Mike…). As missões são sempre “diferentes”, pois o computador pode gera-las a partir dos cenários que o jogo possui e que o jogador também pode criar. Enfim, esse é um jogo que me acompanha até hoje, e pra se criar uma relação de 10 anos com um jogo, ele tem q ser bom!

Uma pena que não encontrei mais relatos online de gente que comprou/tem o MegaPak 8. Até uns anos atrás eu ainda tinha o manual (super tosco, com umas traduções bizarras), vou procurar quando for pra Maceió de novo. (Edit: Agora até encontrei material sobre a coletânea online… antes, eu estava procurando por MegaPack 8… Mas agora é que percebi que não tem o “c”… mas ainda nenhum de relato de gente que comprou)

Só pra fechar, ficam algumas dicas:

  • A continuação do Jagged Alliance – Deadly Games (Jagged Alliance 2, não tão boa quanto o Deadly Games, mas bem divertido ainda) está disponível pra venda no Steam.
  • Existe um “remake” de Broken Sword – The Shadow of the Templars, seguindo a mesma história, mas com mais lugares e quebra-cabeças. Está disponível para iPhone, Nintendo DS e Nintendo Wii. O nome é Broken Sword – The Shadow of the Templars – Director’s Cut.

Claro 3G – Vergonhosamente ruim em Maceió

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Estes quase 3 meses que venho usando a conexão à internet 3G fornecida pela Claro em Maceió têm sido sofríveis… Conseguiram apagar a boa imagem que eu tinha do serviço, formada nas poucas vezes que havia conectado através deles, tanto em Recife como em Maceió anteriormente.

Em dezembro ainda estava funcionando bem, até elogiei o serviço em um comentário em um dos meus posts sobre o (igualmente ruim) Giro, da Embratel. Pouco tempo depois deste comentário, começaram os problemas, bem conhecidos meus depois de um ano e meio de uso do Giro: Conexão estabelecida, parecendo tudo bem, com sinal do modem beirando os 100%, mas nada funcionando. Não é problema de resolução de DNS, tentei alguns sites que conheço o IP decorado e também os serviços de resolução do Google e da OpenDNS, todas as tentativas sem sucesso. Outro problema é que as vezes nem conecta, e você tem que esperar, uma, duas, cinco horas até que uma tentativa de conexão tenha sucesso, e ainda assim, torcer para quando conectar, a conexão funcionar.

Para piorar tudo de vez, mesmo quando a conexão está funcionando, como agora, está tudo absurdamente lento. O plano contratado aqui é de 600Kbps (que dá 75 KB/s). Várias vezes, com downloads em andamento (como agora, que estou tentando baixar o Chrome em uma máquina nova), abro o gerenciador do modem, que indica a taxa de transferência atual, e ele mostra velocidades entre (medições realizadas durante a escrita deste post) 22Kbps (2,75KB/s) e 46Kbps (5,75 KB/s). A observação destes valores é constante, e não me lembro de recentemente ter visto algo maior que 100kbps (atenção, estou realmente falando de kbps, e não kB/s. Para os que não sabem a diferença, ler este artigo).

Mesmo minha (pouca, repito) experiência com o Claro 3G em Recife tendo sido muito melhor do que esta destes ultimos 3 meses em Maceió, desisti de contratar este serviço para substituir o (atualmente insuportavelmente ruim) Giro, conexão que uso, ou pelo menos venho tentando usar, quando estou em terras pernambucanas. Vou buscar outras opções, pois a possibilidade de continuar tendo os mesmos problemas do Giro pagando 4 vezes mais me dá medo o suficiente para desistir da idéia.


Pesquisa de Imagens do Bing se garantindo

16 F Y

Já imaginou fazer uma busca de imagens e só receber uma página de respostas? Até agora, isso significava que a busca retornou poucos resultados. Quando você pesquisa, por exemplo, no Google Images, e obtém uma quantidade razoável de resultados, eles vem espalhados por várias e várias páginas. Cada vez que você quer ver mais resultados, tem que abrir a nova página, e carregar tudo de novo.

O Bing, nova ferramenta de busca da Microsoft, trouxe uma mudança significativa na sua busca de imagens (http://www.bing.com/images). É apresentada apenas uma página ao usuário, contendo os resultados em um painel com rolagem vertical. O comportamento natural do usuário, ao precisar de mais imagens, é rolar a barra para baixo, e na medida em que o usuário desce para ver mais resultados, o Bing requisita as próximas imagens via Ajax. O resultado é uma interface que ajuda MUITO, e de várias formas o usuário:

  1. Não tem que ficar mudando de página, pedindo mais imagens. É só descer a barra e mais imagens virão;
  2. Todas as imagens que o usuário já viu continuam lá. Não é necessário ficar voltando de página para ver alguma imagem que você gostou mas passou;
  3. Bom para conexões lentas. Quando você precisa de mais resultados, ele só requisita as imagens, não tendo que recarregar toda a página. Em minha conexãozinha de 153kbps, isso faz uma diferença absurda!
  4. Ao clicar em uma imagem, a página de origem abre no painel. Enquanto isso, os outros resultados da busca ficam em um painel lateral, permitindo que o usuário continue vendo todos os resultados, na mesma janela.

Além disso, a interface é suficientemente limpa, e existem vários modos de visualização dos resultados. Pode-se alterar a visualização para 7, 5 ou 4 imagens por linha, sem recarregar a página, bem rápido. A visualização padrão ajuda no visual clean do site, pois são apenas exibidas as imagens, sem nenhuma informação como o site de origem, tamanho e dimensões do arquivo. Basta passar o mouse em cima da imagem que estas informações aparecem, além de ser exibida a imagem um pouco maior.

O Google Images ainda oferece mais resultados que o Bing Images, mas até o momento, as buscas que fiz no Bing sempre me retornaram uma imagem que atendia minhas necessidades. Ele é minha busca de imagens padrão no momento. Agora é esperar para ver qual será a reação do Google!


Comprando na WAZ

22 F Y

Geralmente as pessoas tem a péssma mania de só abrir a boca quando algo dá errado, não funciona ou não atende as expectativas de alguma maneira. Nesse post irei contra isso e descreverei minha última compra online, realizada na WAZ Hardware Store.

Em Outubro de 2008, tentei comprar com a WAZ um HD Western Digital de 500GB, que estava com um ótimo preço. Não possuo cartão de crédito, e infelizmente a loja não oferece uma opção “direta” de compra online através de outros meios, como cartão de débito ou boleto bancário. Para estas formas de pagamento, o usuário precisa fazer a compra por email, escolhendo os produtos, botando no carrinho, calculando frete e por fim copiando e colando a tela do carrinho de compras num email, para reservar os produtos. Daí eles realizam a reserva, você paga com desejar, e finaliza a compra. Esta burocracia para quem não usa cartão de crédito foi até agora meu único ponto negativo com a WAZ. Infelizmente, devido a um erro meu na hora de preencher o DOC para o pagamento, este foi rejeitado pelo banco, o período da reserva expirou e o preço do HD havia aumentado, então desisti e deixei para comprar depois.

Agora em Janeiro de 2009, a fonte de minha máquina (que já não ia muito bem das pernas) começou a dar problemas sérios, com o cooler parando de funcionar inclusive. Fiz uma pesquisa aqui em Recife, mas nenhuma loja tinha a fonte que eu queria (uma Zalman 360W) ou pelo menos uma similar com preço justo. Lembrei que recebi um email da WAZ em dezembro avisando que esta fonte estava disponível no estoque, e fui ver se ainda tinha. Tinha tanto a fonte como o HD que eu havia tentado comprar em outubro, quase no mesmo preço… Resolvi realizar a compra. Enviei o email pedindo a reserva num sábado no fim da tarde, pedindo uma certa urgência pelo fato de que minha máquina estava praticamente parada. Na segunda feira, às 8:25 da manhã recebi a resposta de que a reserva estava feita. Estava online quando vi, e lembrei que eu estava querendo fazer algumas gambiarras com coolers, e pedi alteração do pedido para incluir dois coolers às 8:49. Recebi a resposta de que a alteração havia sido realizada às 8:58!

Pela tarde efetuei o pagamento no banco, tirei uma foto do comprovante e enviei por email(mais um inconveniente causado pelo fato deles só oferecerem pagamento online com cartão de crédito…). No outro dia, no fim da tarde, foi confirmado o pagamento, e os produtos foram enviados via Sedex (que paguei, nada de Frete Grátis lá). Daí entra um elogio também à eficiência da entrega por parte dos Correios. Não vou falar, prefiro mostrar:

Correios - Sedex BH-PE em menos de 24 Horas

Correios - Sedex BH-PE em menos de 24 Horas

Isso foi um Sedex normal, e a hora de entrega está bem depois da hora em que realmente o produto chegou, o que aconteceu entre as 13 e as 15h… Fiquei realmente impressionado. Já tinha tido outras boas experiências com os Correios, como quando comprei Máfia (jogo de computador, recomendo 😉 ) pela Saraiva.com na minha primeira compra online em 2005, e levaram apenas dois dias para entregar em Maceió, mas esta me deixou impressionado.

Voltando à WAZ, os produtos chegaram sem nenhum problema, muito bem protegidos dentro da caixa em que foram enviados. Depois de montar, tudo funcionando, nenhuma dor de cabeça, e definitivamente a melhor compra que já fiz online, tanto pelo preço como pelo atendimento. Ponto positivo pra eles! Só espero que em breve eles ofereçam mais formas de pagamento, como cartão de débito e boleto bancário… facilitaria muito minha vida 🙂


Embratel Giro – Primeiras Impressões – parte 3 (O primeiro mês)

28 F Y

Para ver a primeira parte da saga, explicando por que escolhi o Giro, clique aqui.

Para ver a segunda parte da saga, com minhas impressões do primeiro dia com o Giro, e com vários comentários de outros leitores sobre suas experiências com o Giro, clique aqui.

Após um mês usando o Giro, estou feliz com o serviço. Houveram problemas, como eu já esperava, mas na média, funcionou bem direitinho. A velocidade se manteve constante, o suficiente para uma navegação sem muita dor de cabeça em “sites normais” (leia-se email no GMail, ler notícias, fazer pesquisas, estudar… em resumo, páginas leves, com algumas imagens e sem muita frescura). Páginas com Flash, muitas imagens ou applets java (sim, eles ainda existem) exigem um pouco mais de paciência. A conexão cumpre bem o dever na hora de baixar arquivos, dado que você use algum gerenciador, para que alguma eventual queda do serviço não faça você perder algumas horas de download.

Claro, o serviço não é perfeito. Houveram alguns dias em que simplesmente a conexão parou de funcionar. Não conseguia nem conectar, e nas vezes que conectava, não abria nada. Não deu pra fazer nada, a não ser esperar. Depois de dois dias de sofrimento (durante um fim de semana… foi sofrível, tive que ir para a universidade para poder estudar por causa disso), ele voltou timidamente a funcionar… mais dois ou três dias de lentidão, e finalmente, voltou a funcionar normalmente.

Outro problema que senti, foi que ocasionalmente a conexão é estabelecida mas “fica morta”. Nos últimos dias isto aconteceu umas 5 vezes, mas em todas elas, bastou desconectar e conectar novamente, que ficou normal.Um tempo depois, percebi que a conexão estava funcionando, mas o servidor DNS não estava respondendo… fazendo um tunelamento para o servidor proxy do CIn por ssh eu conseguia usar normalmente, mas obviamente, nem todo mundo tem como (nem é obrigado a saber…) fazer tunelamento pra uma máquina com IP fixo. Uma coisa incômoda também é a temperatura do telefone, que após uma conexão longa e ativa (mais de 6 horas, baixando algum arquivo por exemplo), fica realmente muito quente.

Existem algumas dicas, nos comentários do post anterior (a segunda parte da saga), de como dar uma melhorada (pequena, mas válida) na conexão. Seguem algumas das dicas, não garanto melhoria real de performance, mas piorar não piora :):

 

  • Alterar nas propriedades do modem a velocidade da porta COM, de 115000 para 230000;
  • Usar o telefone conectado diretamente pelo cabo, sem a base;
  • Deixar o telefone em lugar aberto (pra melhorar o sinal), e evitar que ele esquente (cheguei a botar pendurado no ventilador, e observei uma redução significativa da quantidade de “paradas” (pequenas travadinhas que ele dá quando está quente, que reduz a velocidade dos downloads em andamento para 0, e depois de algum tempo volta ao normal));
  • Se a conexão estiver com frescura, muito lenta, não abrindo páginas, desconecte e tente entrar novamente. Várias vezes isso resolveu meus problemas;
  • Não descobri como “desativar o modo inativo”, mas uma boa solução é usar algo que mantenha sempre a conexão enviando algum pouquinho de tráfego.

 

Apesar de minha experiência estar sendo aceitavelmente boa, alguns leitores aqui do blog passaram por maus momentos usando o Giro. Gica chegou a cancelar (conseguiu cancelar sem ter problemas por causa da fidelidade de um ano, inclusive!), Felipe, de Olinda,  estava pensando em fazer isso também, Bruno Eugênio, de Jaboatão, chegou a considerar discada banda larga quando comparada ao Giro, e vários outros tiveram problemas intermitentes com a conexão. Ao que me parece, o serviço ainda não está maduro para o uso em todas as localidades, apesar de em alguns lugares (como na Cidade Universitária/Recife por minha experiência, em San Martin/Recife pelo que Tony Lima citou em seu comentário e onde Madu Souza mora, que ainda vou tentar saber com ela onde é 🙂 ). Isso me lembra o 3G da Claro, que no início era sofrível, parecia até que haviam lançado apenas para serem os primeiros, mas hoje é um serviço bem aceitável (por sinal, estou conectado aqui em Maceió na casa de meus pais via Claro 3G… Consegui trocar a Internet via rádio sebosa que tinha aqui pelo 3G da Claro, e estamos muito satisfeitos!). Espero que o destino do Giro da Embratel seja este também!

Uma coisa interessante, que mudou bastante da época em que contratei o Giro pra cá, é que o preço dos modems 3G baixaram consideravelmente. Quem leu a primeira parte da saga deve saber que o motivo de minha preferência do Giro sobre o 3G da Claro foi o preço do modem, que estava por R$ 400,00 para o plano de 250kbps. Agora este modem se encontra por R$ 175,00 no mesmo plano, e a mensalidade é de R$ 60,00 se não me engano. Não pretendo cancelar o Giro por enquanto, pois está me servindo bem, e o serviço de voz incluso no pequeno valor que estou pagando ainda é exatamente o que se encaixa no meu orçamento atual, além de que me incomoda o “ilimitado” da Claro que você só pode baixar 1GB, e depois disso a velocidade ser derrubada para 128kbps. Quando completar um ano, eu vejo o que faço (ainda falta um pouco menos de 10 meses).

Minha avaliação final é que, dado que você tenha paciência e não tenha a necessidade de uma conexão muito rápida, ele vale a pena pelo baixo custo comparado às outras opções. Se você precisa de algo um pouco mais rápido, e/ou não se importa de pagar aproximadamente entre R$ 30 e R$ 60 a mais por mês, além do investimento inicial do modem (R$ 175 para 250kbps e R$ 99 para 500kbps), o 3G da Claro é uma pedida mais interessante, por oferecer mais velocidade, ser um serviço mais maduro e, alguém me corrija se eu estiver errado, você pode conectar em qualquer lugar com ele (não é como o serviço “fixo” do Livre, que você tem uma certa área em que pode usar o serviço).

Abraços a todos, e boa sorte com o serviço que escolherem!


Embratel Giro – Primeiras Impressões – Parte 2 (As primeiras 24 horas)

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Para entender porque escolhi o Giro entre as outras opções que eu tinha disponíveis, clique aqui para ler a parte 1 – a escolha

Para ler a parte final de meu relato, comentando o serviço após um mês de uso, clique aqui.

Assim que cheguei em casa, abri a caixa do aparelho, peguei o notebook de minha namorada, instalei o Nokia PC Suite e fui conectar. O aparelho estava na tal base, e apesar de conectar, não deu sinal de vida. Desconfiei que era a base estava dando algum problema na conexão, retirei o aparelho da base, tentei novamente, e sucesso! Ele conectou e consegui acessar os sites que desejava. Google, Gmail, sites do CIn, todos abriram sem problemas. A velocidade não é nada demais, pra quem está acostumado com conexões rápidas, vai achar lento. Pra quem lembra da época da discada, vai achar que está voando…

Na média, consegui em downloads velocidades entre 14 e 16 KB/s,  ou seja, entre 73% e 89% da velocidade prometida, chegando a picos de 17, o que considerei muito bom. Fiz o upload de um arquivo apenas, só pra testar. Acabou enviando a um pouco menos de 7 KB/s, o que também considerei uma boa marca para esta conexão. O que eu já esperava que fosse ruim, por ser uma conexão wireless, era a latência (o tempo entre a requisição ir ao servidor e voltar, muito importante para jogos e outras aplicações de tempo real, como vídeo e voz ao vivo), fato que se provou. A latência média ficou próxima aos 550ms (para jogos, 100ms já é ruim), o que inviabiliza esta conexão para tais usos. Isto não é exatamente um problema para mim, pois quando contratei já sabia deste tipo de problemas, que ocorrerá com qualquer outra conexão wireless (se você não sabe o motivo, o melhor lugar para você entender o porque da latência alta em meios sem fio será em um bom livro de física 😉 (além de uma passadinha rápida em algum livro de redes de computadores))

Seguem alguns printscreens que tirei ao usar a conexão:

 

Download usando Giro

Download usando Giro

 

Upload usando Giro

Upload usando Giro

 

Ping usando conexão Giro

Ping usando conexão Giro

Outro problema é que nas duas máquinas em que instalei o software da Nokia, enquanto a conexão está estabelecida, o software não minimiza para a bandeja do sistema, ocupando um espaço que pode ser essencial pra quem está usando um monitor de baixa resolução (leia-se 1024×768 pra baixo).

Tirando estas duas coisas, não tenho nada a reclamar destas primeiras 24 horas… a conexão não caiu, a velocidade é aceitável e constante, o aparelho é bem acabado e consegui sinal em todos os lugares de Recife que passei neste primeiro dia (Cidade Universitária / Várzea, UFPE, Barro, Boa Vista e Recife Antigo), sinal mais forte do que o da Oi em lugares como no campus da UFPE. Claro que isto tudo é considerando o custo do serviço, que é muito baixo em relação às outras opções que citei em posts anteriores.

Se você precisa de uma conexão para atividades mais leves, como ler emails, notícias, baixar arquivos não muito grandes ou chats, esta pode ser a conexão ideal. Se você quer baixar arquivos maiores, ou usa páginas muito pesadas, pode ficar complicado, mas aí fica a seu critério analisar as outras opções e escolher a que dê um melhor custo benefício para você. Lembrando que para aplicações ao vivo, esta conexão não é recomendada por causa da latencia alta.

Resumindo, minha situação é a segunda, e eu estou satisfeito por enquanto. Quando completar um mês, escrevo a ultima parte desta série, falando sobre a experiência do primeiro mês de Giro!

Até a próxima!