Para ver a primeira parte da saga, explicando por que escolhi o Giro, clique aqui.
Para ver a segunda parte da saga, com minhas impressões do primeiro dia com o Giro, e com vários comentários de outros leitores sobre suas experiências com o Giro, clique aqui.
Após um mês usando o Giro, estou feliz com o serviço. Houveram problemas, como eu já esperava, mas na média, funcionou bem direitinho. A velocidade se manteve constante, o suficiente para uma navegação sem muita dor de cabeça em “sites normais” (leia-se email no GMail, ler notícias, fazer pesquisas, estudar… em resumo, páginas leves, com algumas imagens e sem muita frescura). Páginas com Flash, muitas imagens ou applets java (sim, eles ainda existem) exigem um pouco mais de paciência. A conexão cumpre bem o dever na hora de baixar arquivos, dado que você use algum gerenciador, para que alguma eventual queda do serviço não faça você perder algumas horas de download.
Claro, o serviço não é perfeito. Houveram alguns dias em que simplesmente a conexão parou de funcionar. Não conseguia nem conectar, e nas vezes que conectava, não abria nada. Não deu pra fazer nada, a não ser esperar. Depois de dois dias de sofrimento (durante um fim de semana… foi sofrível, tive que ir para a universidade para poder estudar por causa disso), ele voltou timidamente a funcionar… mais dois ou três dias de lentidão, e finalmente, voltou a funcionar normalmente.
Outro problema que senti, foi que ocasionalmente a conexão é estabelecida mas “fica morta”. Nos últimos dias isto aconteceu umas 5 vezes, mas em todas elas, bastou desconectar e conectar novamente, que ficou normal.Um tempo depois, percebi que a conexão estava funcionando, mas o servidor DNS não estava respondendo… fazendo um tunelamento para o servidor proxy do CIn por ssh eu conseguia usar normalmente, mas obviamente, nem todo mundo tem como (nem é obrigado a saber…) fazer tunelamento pra uma máquina com IP fixo. Uma coisa incômoda também é a temperatura do telefone, que após uma conexão longa e ativa (mais de 6 horas, baixando algum arquivo por exemplo), fica realmente muito quente.
Existem algumas dicas, nos comentários do post anterior (a segunda parte da saga), de como dar uma melhorada (pequena, mas válida) na conexão. Seguem algumas das dicas, não garanto melhoria real de performance, mas piorar não piora
:
- Alterar nas propriedades do modem a velocidade da porta COM, de 115000 para 230000;
- Usar o telefone conectado diretamente pelo cabo, sem a base;
- Deixar o telefone em lugar aberto (pra melhorar o sinal), e evitar que ele esquente (cheguei a botar pendurado no ventilador, e observei uma redução significativa da quantidade de “paradas” (pequenas travadinhas que ele dá quando está quente, que reduz a velocidade dos downloads em andamento para 0, e depois de algum tempo volta ao normal));
- Se a conexão estiver com frescura, muito lenta, não abrindo páginas, desconecte e tente entrar novamente. Várias vezes isso resolveu meus problemas;
- Não descobri como “desativar o modo inativo”, mas uma boa solução é usar algo que mantenha sempre a conexão enviando algum pouquinho de tráfego.
Apesar de minha experiência estar sendo aceitavelmente boa, alguns leitores aqui do blog passaram por maus momentos usando o Giro. Gica chegou a cancelar (conseguiu cancelar sem ter problemas por causa da fidelidade de um ano, inclusive!), Felipe, de Olinda, estava pensando em fazer isso também, Bruno Eugênio, de Jaboatão, chegou a considerar discada banda larga quando comparada ao Giro, e vários outros tiveram problemas intermitentes com a conexão. Ao que me parece, o serviço ainda não está maduro para o uso em todas as localidades, apesar de em alguns lugares (como na Cidade Universitária/Recife por minha experiência, em San Martin/Recife pelo que Tony Lima citou em seu comentário e onde Madu Souza mora, que ainda vou tentar saber com ela onde é
). Isso me lembra o 3G da Claro, que no início era sofrível, parecia até que haviam lançado apenas para serem os primeiros, mas hoje é um serviço bem aceitável (por sinal, estou conectado aqui em Maceió na casa de meus pais via Claro 3G… Consegui trocar a Internet via rádio sebosa que tinha aqui pelo 3G da Claro, e estamos muito satisfeitos!). Espero que o destino do Giro da Embratel seja este também!
Uma coisa interessante, que mudou bastante da época em que contratei o Giro pra cá, é que o preço dos modems 3G baixaram consideravelmente. Quem leu a primeira parte da saga deve saber que o motivo de minha preferência do Giro sobre o 3G da Claro foi o preço do modem, que estava por R$ 400,00 para o plano de 250kbps. Agora este modem se encontra por R$ 175,00 no mesmo plano, e a mensalidade é de R$ 60,00 se não me engano. Não pretendo cancelar o Giro por enquanto, pois está me servindo bem, e o serviço de voz incluso no pequeno valor que estou pagando ainda é exatamente o que se encaixa no meu orçamento atual, além de que me incomoda o “ilimitado” da Claro que você só pode baixar 1GB, e depois disso a velocidade ser derrubada para 128kbps. Quando completar um ano, eu vejo o que faço (ainda falta um pouco menos de 10 meses).
Minha avaliação final é que, dado que você tenha paciência e não tenha a necessidade de uma conexão muito rápida, ele vale a pena pelo baixo custo comparado às outras opções. Se você precisa de algo um pouco mais rápido, e/ou não se importa de pagar aproximadamente entre R$ 30 e R$ 60 a mais por mês, além do investimento inicial do modem (R$ 175 para 250kbps e R$ 99 para 500kbps), o 3G da Claro é uma pedida mais interessante, por oferecer mais velocidade, ser um serviço mais maduro e, alguém me corrija se eu estiver errado, você pode conectar em qualquer lugar com ele (não é como o serviço “fixo” do Livre, que você tem uma certa área em que pode usar o serviço).
Abraços a todos, e boa sorte com o serviço que escolherem!